Crise provoca demissões e fechamento de empresas em Picos.

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CONFIRA O ÁUDIO DA ENTREVISTA COM EDILBERTO ROCHA, PRES. DA ACINP:

Os efeitos da crise nacional continuam refletindo no mercado local em 2017, apesar de alguns economistas apontarem uma melhora no mercado. Nos últimos meses pelo menos dez empresas fecharam as portas em Picos alegando dificuldades para se manter no mercado.

A última grande empresa a encerrar suas atividades foi a concessionária Ford Marquesa, anunciada em primeira mão pelo Página Um. Entra nessa lista também à agência do Banco Itaú, duas filiais das Lojas Rabelo e outros empreendimentos no setor alimentício e em outras áreas do setor varejista.

O presidente da Associação Comercial e Industrial da Grande Picos, empresário Edilberto Rocha afirma que este ano serve de teste. Para ele, “a empresa que sobreviver até dezembro não quebrará mais”. O empresário ressalta que a grande maioria das empresas fizeram cortes de 50% nas despesas, e a maioria dos cortes foram no quadro de funcionários.

“O empresa contrata um quadro de funcionários com base na expectativa de faturamento, se a meta não é atingida então empresa vai ter que demitir com base nos rendimentos no negócio. É por isso que vem acontecendo algumas demissões em Picos”, disse.

Segundo dados do Sindicato dos Comerciários de Picos (Sintracs), o número de demissões no comércio de Picos, em 2016, foi de cerca de 10% a mais que do ano de 2015. Em 2017 a baixa nos postos de trabalhos continuam crescendo segundo Associação Comercial e Industrial da Grande Picos.

Apesar do senário, os empresários esperam que o segundo semestre seja melhor que 2016. Criatividade, inovação e estratégias de marketing aliadas e planejamento financeiros é a receita para enfrentar a crise.

 

 

               

A Coluna Mercado e Negócios é escrita por 

Raí Silva Junior é jornalista e publicitário.

Especialista em marketing.